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Mensagem do Presidente

Caros Colegas e Sócios da SPNR

Este ano de 2020, a todos os títulos excepcional nas nossas vidas, é também um ano de efemérides na Neurorradiologia Portuguesa, em que fazemos 40 anos enquanto Especialidade hospitalar e 25 anos enquanto Especialidade reconhecida pela Ordem dos Médicos..

Um texto do Prof. Cruz Maurício recebido em Agosto passado, uma elegia à Neurorradiologia, foi o ponto de partida para a reunião de outros textos evocadores do início da NR nos Hospitais Centrais de Porto, Coimbra e Lisboa no final dos anos 70 e inicio de oitentas. A história é contada na 1ª pessoa por Joaquim Cruz (Hospital de São João), Fernando Costa Reis (Hospitais Civis de Lisboa) e Eduardo Medina (Centro de Neurocirurgia de Lisboa- Hospital Júlio de Matos). E por “herdeiros” de Francisco Faria Pais (Centro Hospitalar de Coimbra) e de José Sousa Fernandes (Hospitais da Universidade de Coimbra), respectivamente Teresa Garcia e Inês Carrreiro.

A história da NR no Hospital de Santo António é de todas a mais conhecida e divulgada, existindo na Acta Médica Portuguesa de 2001 um relato detalhado pelo seu fundador, Dr. Paulo Mendo. Pedi por isso ao Prof. Almeida Pinto que prefaciasse estes textos, o que ele fez de modo aglutinador e lançando uma ponte entre o passado e o presente.

A ponte para o futuro será feita por todos nós, quer os da geração intermédia e que neste momento assumem funções de relevo nas instituições hospitalares e nas associações representativas, quer pelos mais novos, recém especialistas.

A nossa Especialidade nasceu com uma forte matriz hospitalar, tal era o grau de complexidade e crueza das técnicas de então, muito ligadas à Neurocirurgia. Na década de 80, com o advento da TAC e na de 90, com a introdução da RM, a nossa actividade baseou-se numa articulação profunda entre a prática hospitalar, predominantemente pública e a actividade privada. Ligação essa em que todos ganharam: os doentes, porque não tinham TAC e RM nos Hospitais Públicos, e nós, Médicos, porque assim acompanhávamos o progresso da Medicina. A História da Saúde em Portugal e da Medicina Portuguesa deve um tributo a todos aqueles que, com a sua visão e iniciativa, permitiram naquela altura que os nossos concidadãos utilizadores do SNS tivessem acesso a um diagnóstico de acordo com a melhor prática médica universal. Já neste século, recuperou-se de novo um equilíbrio, com os Hospitais Públicos a acompanharem a modernização de equipamentos e técnicas.

As últimas grandes mudanças devem-se à generalização dos PACS e à entrada em força da Telerradiologia: em qualquer destas áreas, a Neurorradiologia acompanhou, ou mesmo liderou, estes progressos.

Para que a NR não perca o vigor até agora demonstrado, são necessários alguns requisitos, de que destaco: a) a presença dos Médicos Neurorradiologistas a tempo inteiro nos Hospitais do SNS e não a tempo parcial, como se o hospital fosse mais um consultório ou clínica; b) a sua participação na Chefia de Serviços e Unidades e assunção de responsabilidades de gestão a todos os níveis; c) a participação activa nas reuniões multidisciplinares, em que o diagnóstico por imagem é fulcral; d) a diferenciação em áreas do saber e da expertise, como a Neuropediatria, a Intervenção Vascular e no Raquis, os estudos funcionais e de mapeamento cerebral, a imagem de cabeça e pescoço (H&N); e) o desenvolvimento de parcerias de investigação com as especialidades clínicas mais próximas; f) a extensão de sistemas de auditoria clínica à área médica, isto é, aos relatórios; g) a participação militante nas sociedades científicas e associações profissionais representativas.

Só com o esforço colectivo, a dedicação de cada um e a união de todos, será possível manter e desenvolver uma NR Portuguesa de nível internacional e fonte de orgulho das futuras gerações.

Rui Manaças

Presidente da SPNR

Caros Colegas e Prezados Sócios

O nosso Congresso deste ano será realizado em Novembro, numa de 2 modalidades, a decidir conforme a evolução da pandemia:

  1. a) presencial, em Lisboa, no Auditório da Ordem dos Médicos, em 19 e 20, caso a evolução da vacinação continue como todos desejamos, permitindo chegar ao fim do ano com a maior parte da população vacinada, e portanto sem os constrangimentos legais inerentes à realização de eventos com muitas pessoas;
  2. b) on line, como alternativa, optando-se por desdobrar em 2 sessões, nos sábados 20 e 27.

Haverá um tema principal, este ano com 2 partes, uma dedicada à Patologia do Ouvido e à Otoneurorradiologia e uma outra aberta à Neurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica, para Comunicações Livres.

Em breve serão divulgados o Programa Científico e as Comissões Organizadora e Científica.

SAVE THE DATE!

Apelamos desde já à participação de todos, internos e especialistas, no envio de trabalhos.

Luisa Biscoito, Inês Carreiro e Rui Manaças

SPNR, Direcção

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